Escrito pelo mestre e teólogo Paulo de Bereia
Dia 20, o Brasil reverenciou o negro com o dia Nacional da Consciência Negra. Este dia é nada se todos não assumirem o erro histórico cometido e ainda sendo cometido, nesta cultura que contribuiu para o que somos e temos hoje.
A questão se torna mais agravante, quando vemos o preconceito refletido na própria teologia que aprendemos e estamos passando adiante. Assim, esperamos que a pastoral de hoje possa contribuir “como uma gota d’água” neste oceano de discriminação. É oportuno destacar que a nossa atual teologia é reflexo da cultura européia, branca, judaica e discriminatória. Precisamos voltar às origens das Escrituras para rompermos com o que nos foi imposto como leitura ao longo de séculos. Vejamos alguns exemplos bíblicos:
Você já leu ao ouviu alguém dizer que um negro africano ajudou a Jesus carregar a cruz? Então leia com “outros olhos” Mt 27.32;Mc 15.21 e Lc 23.26.
Você já leu ou ouviu que um africano, funcionário do rei, liderou um movimento para libertar Jeremias? Leia Jr 38.1-13
Você já leu ou ouviu que Moisés casou-se com uma africana? Nm 12.
Você já leu ou ouviu que a história do Êxodo se passa na África? (Ler o Êxodo)
Você já leu ou ouviu que o Canto de Miriã (Ex 15.19-21) consistindo de “canto e dança ao redor dos tambores” é próprio da cultura negra?
Você já leu ou ouviu que o tesoureiro da Rainha de Candace era um negro e que lia o profeta Isaías e voltou convertido para a África? Já pensou que ele poderia ter levando o Evangelho para a África? (Ler At 8.26-40)
Você já leu ou ouviu da possibilidade do erro do branco ter evangelizado à África?
Você já leu ouviu da possibilidade do profeta Sofonias ser negro?
A última pergunta: será que não haverá algum interesse “político e teológico” em não divulgar estas e outras informações? Cremos que uma conscientização destas verdades muitos altares, púlpitos e cátedras teriam negros… e muita coisa iria mudar.








